Segundo informações do jornal O Globo o juiz da 17ª Vara de Fazenda Federal do Rio de Janeiro, Eugênio Rosa de Araújo, voltou atrás de sua sentença que declarava que umbanda e candomblé não se tratavam de religiões, mas sim cultos. A mudança foi anunciada no final da noite desta terça, 20, em nota divulgada pela assessoria de imprensa da Justiça Federal do Rio de Janeiro. Na nota ele afirma que “o forte apoio dado pela mídia e pela sociedade civil, demonstra, por si só, e de forma inquestionável, a crença no culto de tais religiões”.
Eugênio Rosa, que havia sido alvo de pesadas críticas pela declaração inicial, reforça que está promovendo uma “adequação argumentativa para registrar a percepção deste Juízo de se tratarem os cultos afro-brasileiros de religiões”.
O autor da ação movida pelo Ministério Público Federal que pedia a retirada dos vídeos de circulação, o advogado e babalorixá Márcio de Jagun, recebeu bem a notícia. Para ele, a sociedade civil mostrou sua união e as religiões de matriz africana demonstraram que “têm força não apenas social, mas também política”.
De acordo com Márcio de Jagun, o ato público marcado para as 17h desta quarta-feira (21), na sede da ABI, no Rio, para discutir a postura judicial ocorrerá, mas agora com a intenção de avaliar as melhores formas de agir para que os vídeos sejam suspensos do YouTube.
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