segunda-feira, 23 de junho de 2014

Batistas mineiros reprovam ordenação feminina


pastora

Em assembleia realizada nesta quinta-feira, dia 19 de junho, em Timoteo (MG) a Ordem dos Pastores Batistas – Seção Minas Gerais – reprovou a proposta para ordenação de mulheres ao ministério pastoral. Foram 143 pastores contrários a proposta e 24 a favor. Na última assembleia a proposta havia sido rejeitada por 94% dos pastores batistas mineiros.
Enquanto isto Luciana Pessanha Lacerda dos Santos, 44 anos, é a primeira mulher a ser reconhecida como pastora pela Ordem dos Pastores Batistas do Brasil  (OPBB), entidade ligada à Convenção Batista Brasileira(CBB).A pastora Luciana é professora da Universidade Estadual de Goiás (UEG), e há 20 anos desenvolve o ministério pastoral sem o título, anonimamente. “A legalização é uma quebra de paradigmas muito importante para as mulheres que têm um chamado, porque essa decisão torna as coisas mais fáceis”, comenta.
No entanto, de acordo com Sócrates Oliveira de Souza, diretor executivo da CBB, as igrejas batistas têm tradição de quebrar paradigmas e mudar conceitos. “Ainda nos anos 1970, a aceitação na Igreja Batista de divorciados influenciou outras igrejas evangélicas a fazer o mesmo”, afirmou Souza, em entrevista ao Diário da Manhã. Para a primeira pastora batista reconhecida pela OPBB, a razão de ainda existir esse paradigma tem origem cultural: “Nós temos uma cultura muito machista ainda, mas isso tem melhorado”, resume a pastora Luciana.
Fonte: Epístolas Cristãs

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