Desde que anunciou a construção da réplica do Templo de Salomão, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) vem lidando com críticas constantes. E elas não vêm apenas dos evangélicos.
O rabino ortodoxo Dvir, também ouvido pelo site, reconhece: “Existe uma liberdade, as pessoas podem fazer o que quiserem. Mas esses símbolos são normalmente acompanhados por quem segue a filosofia judaica, remetendo a uma identidade judaica muito forte”. Mas faz uma ressalva: “Não sei se é apropriado uma pessoa que não siga o judaísmo usar esses símbolos”.
Já o rabino Alon é mais crítico: “O objetivo dele [Macedo] com isso não é difundir o judaísmo, até porque há uma mescla com as práticas e cultos tradicionais da religião dele com os símbolos e vestimentas comuns a nós. Isso acaba criando uma confusão nas pessoas. Vemos ali um cenário e um ator, porque sabemos que aquilo não é nem uma sinagoga e nem um rabino.”
Embora diversas outras igrejas evangélicas utilizem esses símbolos do Antigo Testamento, não o fazem com o mesmo objetivo de Edir, que chegou a importar pedras de Israel para a construção do templo, avaliada em R$ 680 milhões.
Em visita ao local, o embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, afirmou: “Eu nunca vi algo assim antes. A altura, as pedras de Jerusalém, a referência às coisas antigas. Quero agradecer à Universal pela obra gigantesca e desejar sucesso”.
O vice-presidente-executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), Ricardo Berkienstat, diz não ver problemas: “Ninguém está usando nada para tirar sarro, para zombar. Desta forma, assim como eles estão respeitando o judaísmo, respeitamos também a fé dos seguidores da Universa. Na verdade, é até lisonjeador saber que eles respeitam o Templo de Salomão original a ponto de se adaptarem aos costumes de vestimentas daquela época.”
O vice-presidente-executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), Ricardo Berkienstat, diz não ver problemas: “Ninguém está usando nada para tirar sarro, para zombar. Desta forma, assim como eles estão respeitando o judaísmo, respeitamos também a fé dos seguidores da Universa. Na verdade, é até lisonjeador saber que eles respeitam o Templo de Salomão original a ponto de se adaptarem aos costumes de vestimentas daquela época.”
Rodrigo Franklin de Sousa, professor de pós-graduação de Ciências da Religião na Universidade Presbiteriana Mackenzie, faz outro tipo de análise. “O que é mesmo diferente e me chama muito a atenção no caso da Universal é o fato de ela ter investido milhões para construir algo que aparenta tanto ser para uma outra religião”. E acrescenta: “Você olha para o edifício e não vê nenhum dos símbolos que marcaram a trajetória da igreja, como a pomba, os dizeres ‘Jesus Cristo é o Senhor’… Parece uma forma de se reinventar, uma tentativa de alcançar novos fiéis, pessoas que teriam certa vergonha de ir à Universal para não serem estigmatizadas.”
Por sua vez, a assessoria de imprensa da Igreja Universal afirmou: “O Templo de Salomão é uma forma de resgatar os princípios da fé bíblica como idealizada pelo próprio Deus. Não é um templo da Universal e sim um templo universal — para toda a humanidade, de todas as raças e credos, para qualquer pessoa que quiser conhecer o Deus da Bíblia. Para a Universal, o significado do Templo é totalmente espiritual. O objetivo é o avivamento da fé cristã. A propagação do Reino de Deus, o Evangelho da salvação.”
Fonte: Gospel Prime
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